A Engenharia Genética é um conjunto de
técnicas que envolvem a manipulação de genes de um
determinado organismo, geralmente de forma artificial. Esta manipulação envolve
duplicação, transferência e isolamento de genes, com o objetivo de produzir
organismos geneticamente melhorados para desempenharem melhor suas funções e
produzir substâncias úteis ao homem.
Através
da engenharia genética muitos hormônios passaram a ser produzidos por bactérias
com DNA modificado, como por exemplo, a insulina, que era
produzida por animais e causava alguns efeitos colaterais indesejáveis em seres
humanos. O hormônio de crescimento era extraído da hipófise de
cadáveres e houve casos de pessoas que se contaminaram com uma doença
neurológica chamada Creutzfeldt-Jakob.
QUANDO INICIOU?
A
Engenharia Genética, sofreu uma crescente evolução a partir dos anos 70,
tornando-se assim uma disciplina em ascensão que demonstra um enorme impacto
nas áreas da investigação biológica e principalmente nos avanços tecnológicos
para a manipulação do DNA.
Na data
de 1972, as pesquisas do Norte-Americano Paul Berg, foram consideradas por
muitos a revolução da Engenharia Genética. Este na Universidade de Stanford, na
Califórnia, efectuou a ligação de duas cadeias de DNA, uma de origem animal e
outra bacteriana, sendo a primeira vez que se obteve produtos sintéticos a
partir da Engenharia Genética.
Apesar de
ter sido nos anos 70 que foi desenvolvido um dos passos fulcrais na história da
Engenharia Genética, salienta-se a importância de trabalhos anteriormente
efectuados. Desde 1930 se começou a desenvolver o estudo nesta área. Os
pesquisadores George W. Beadle e Edward L. Tatum, demonstraram a regulação da
produção proteica e enzimática, por parte dos genes, contribuindo para o
conhecimento da genética humana. De seguida Oswald T. Avery descobriu a
estrutura do cromossoma que transmite informações genéticas (DNA). Em
Inglaterra, no ano de 1953 Watson e Crick, elucidaram a estrutura do DNA com o
seu mapeamento. Por último destaca-se a importância de François Jacob e Jacques
Monod pois estes verificaram o papel central do DNA para a síntese proteica.
Em suma,
todas as investigações descritas anteriormente, se centralizaram num único
objecto de estudo, a molécula de DNA. Com o aumento da informação da sua
constituição, estrutura e função, é possível manipulá-lo conforme o interesse
suscitado. É de salientar que a Engenharia Genética está repleta de polémicas,
sendo o objectivo deste site esclarecer algumas dúvidas sobre as técnicas
utilizadas e aplicações no avanço da ciência no mundo actual.
PARA QUE SERVE?
Através desta nova ciência é possível a
manipulação do DNA, ou seja, do ácido desoxirribonuclético que existe nas células
dos seres vivos e assim recombinar genes, alterando-os, trocando-os ou
adicionando genes de diferentes origens e criando novas formas de vida. A
engenharia genética possibilita:
- Mapear o sequenciamento do genoma das espécies animais, incluindo o
ser humano (Genoma Humano) e dos vegetais; - A criação de seres clonados (copiados);
- Desenvolver a terapia genética;
- Produzir seres transgênicos.
Estas novas possibilidades no campo da genética
passaram a preocupar governos e grande parte das sociedades envolvidas, pois se
o processo for mal direcionado poderá prejudicar o patrimônio genético,
inclusive irremediavelmente. Por este motivo já há previsão legal tutelando as
atividades desta nova ciência.
VANTAGENS E DESVANTAGENS
Desvantagens:
Riscos para a saúde.
Os cientistas já introduziram genes de bactérias, escorpião água-viva em alimentos cultiváveis.
Os testes de segurança sobre estes novos alimentos contendo genes estrangeiros e as regulamentações para a sua introdução - até agora têm sido extremamente inadequados.
Riscos para a saúde.
Os cientistas já introduziram genes de bactérias, escorpião água-viva em alimentos cultiváveis.
Os testes de segurança sobre estes novos alimentos contendo genes estrangeiros e as regulamentações para a sua introdução - até agora têm sido extremamente inadequados.
Vantagens:
A tecnologia da engenharia genética.
Todas as células vivas são controladas pelas suas características genéticas, que são transmitidas de uma geração a outra. Essas instruções genicas são dadas por um sistema de códigos baseados numa substancie chamada DNA (ácido desoxirribonucleico) que contem mensagens intrínsecas á sua estrutura química.
A engenharia genética, de uma maneira geral, envolve a manipulação dos genes e a consequente criação de inúmeras combinações entre genes de organismos diferentes. As primeiras experiências envolveram a manipulação do material genético em animais e plantas com a transferência dos mesmos para microrganismos tais como leveduras e bactérias que crescem facilmente em grandes quantidades. Produtos que primariamente eram obtidos em pequenas quantidades originados a partir de animais e plantas, hoje podem ser produzidos em grande escala através desses organismos recombinantes.
A tecnologia da engenharia genética.
Todas as células vivas são controladas pelas suas características genéticas, que são transmitidas de uma geração a outra. Essas instruções genicas são dadas por um sistema de códigos baseados numa substancie chamada DNA (ácido desoxirribonucleico) que contem mensagens intrínsecas á sua estrutura química.
A engenharia genética, de uma maneira geral, envolve a manipulação dos genes e a consequente criação de inúmeras combinações entre genes de organismos diferentes. As primeiras experiências envolveram a manipulação do material genético em animais e plantas com a transferência dos mesmos para microrganismos tais como leveduras e bactérias que crescem facilmente em grandes quantidades. Produtos que primariamente eram obtidos em pequenas quantidades originados a partir de animais e plantas, hoje podem ser produzidos em grande escala através desses organismos recombinantes.